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quinta-feira, 10 de junho de 2010

AOL quer se tornar a MAIOR produtora de conteúdo de qualidade

Acabei de ler a notícia no Blue Bus: a AOL planeja contratar centenas de jornalistas, editores e cinegrafistas. Também pretende aumentar o número de freelancers, que hoje já sao 40 mil.

Posso estar enganado, mas a notícia tem aquele gostinho de que a empresa não aprendeu nada com os tombos dos últimos anos. Para começar, por que querer se tornar a maior e não a melhor? Há uma diferença, e significativa. A AOL já quis ser maior do que a própria Internet. Literalmente. Ela se anunciava como "easy internet" e você não tinha acesso total às propriedades do provedor caso usasse a internet "normal". Ou era assinante da America On Line, ou se funhanhasse, como diria a Dilma.

E a postura, a arrogância? Nunca vou esquecer de uma visita que fiz ao escritório brasileiro da AOL. Meu crachá não era pequeno, eu representava o Smiles e fui acompanhado do gerente de Internet de toda a Varig. Nossa proposta era hospedar nossos portais lá na AOL. Um esquema claramente ganha-ganha: a Varig deixava de gastar um bom dinheiro mensal com hospedagem, banda, manutenção, etc., e a AOL ganhava um tráfego enorme e qualificado. Detalhe: eles estavam começando aqui no Brasil e o tráfego total deles era uma fração do que oferecíamos. O americano nos ouviu com ar enfastiado, disse não e falou que, teriam o maior prazer em nos ter como clientes, desde que pagássemos tudo o que eles ofereceriam para nós. Sequer aventou a hipótese de um desconto, era tabela pura.

Por essa e outras é que tenho minhas sinceras dúvidas. Quando eles falam que querem ser a maior parece-me que continuam a assumir aquela mesma postura com que me receberam no final dos anos 90. Se quisessem ser a melhor, a postura seria certamente mais flexível - mais saudável.

Veremos, como diria o cego.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Firefox ultrapassa IE e já é o browser mais popular do mundo

Os microsoftófilos que me perdoem, mas a notícia me alegra. É meio assim a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar. Pra quem é mais jovenzinho, é a vingança do Netscape, o browser que ajudou a colocar a Internet de pé e que foi achatado, que nem aqueles personagens dos desenhos animados depois que passa uma motoniveladora por cima, pela Microsoft, que usou seu indiscutível poder para praticamente obrigar todo mundo a usar o Internet Explorer. A vitória do IE não seria problema se ele fosse melhor que o Netscape. Mas não era, muito pelo contrário, a saudade de quem o usava nunca foi aplacado porque nunca nos foi oferecido uma versão realmente boa. A vingança veio a cavalo, lenta, mas inexorável. Até porque, qual fênix, o Firefox surge das cinzas do Netscape. Segundo a Wikipédia, "em maio de 1998, o código do Netscape Navigator - então na versão 5 - foi aberto e o desenvolvimento passou a ser gerenciado pela Fundação Mozilla, sendo "Mozilla" o nome-código das primeiras versões do Netscape, e passou a tomar o nome de "Mozilla" a partir de 2002, e posteriormente SeaMonkey. A Netscape foi posteriormente vendida à AOL, que passou a assumir o desenvolvimento do navegador até a versão 9, quando então foi descontinuado". O melhor vem em seguida: "Do código do Nestcape derivou o Firefox, também desenvolvido pela Fundação Mozilla, atualmente o segundo navegador mais popular entre os usuários, após o Internet Explorer." Não, Wikipédia, não é mais o segundo. Segundo o Statcounter, o Firefox já é o primeiro, quando se computa todos os países. E só não está mais longe, porque os americanos ainda usam mais o IE. Por enquanto.

Fonte: Geek