terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Os prazeres do Pontilhismo – a experiência do Harrah’s - 2a. parte

Como o Harrah’s Entertainment traduz dados dos pontos em conhecimento sobre consumidores

Este texto veio em um Colloquy do ano passado – setembro, para ser exato – e separei-o para traduzir e publicar, mas ficou de lado até agora. Mas acho que vale a pena. Ele foui escrito por David Norton, Senior Vice President e Chief Marketing Officer do Harrah’s Entertainment, uma importante rede de cassinos americana:

Cores primárias

Devido à tradicional importância que se dá ao reconhecimento do jogador na indústria dos cassinos, uma visão mais ampla é crítica para o sucesso. Total Rewards, nosso programa de fidelidade e nosso conduíte para o consumidor, está desenhado para reconhecer nossos VIPs. O programa tem quatro categorias baseadas em gastos. Quando os consumidores se inscrevem, eles nos fornecem algumas informações e vão para a Categoria Gold. Eles podem atingir status Platinum ao conquistar 4.000 créditos em um ano-calendário, Diamond com 11.000 créditos, e Seven Stars com 100.000 créditos. Ao apresentar metas claras para o atingimento de status mais altos, o programa constrói relacionamentos firmes, dando níveis diferenciados de serviços em troca da consolidação de seus hábitos de jogos conosco. Fazemos com que jogar em um dos nossos concorrentes seja uma aposta perdedora.
Como nossa meta é ver o quadro completo dos jogos de um consumidor nos cassinos Harrah’s, os participantes ganham créditos em qualquer um das nossas 12 marcas de cassino. Isso traz benefícios não apenas para os participantes, também permite a mensuração dos seu ‘cross-market play’. Um terço de nossa receita vem de participantes jogando em cidades que não aquelas em que se inscreveram — se inscreveu-se em Las Vegas, estamos falando de Atlantic City, Reno, New Orleans ou Tunica. Enquanto cada cassino na família Harrah’s — do Caesars Palace e Horseshoe ao Bally’s — oferece uma exclusiva experiência de jogo, o programa Total Rewards oferece uma conexão comum aos nossos melhores consumidores.
O database do Total Rewards também nos dá um insight especial em relação ao relacionamento total de nossos consumidores com o Harrah’s —incluindo o gasto com outros itens que não jogos. Historicamente, o Harrah’s Entertainment obtinha 80 por cento de sua receita com jogos; nossa análise inicial dos dados revelou que os nossos consumidores alocavam conosco menos de um terço do que gastavam fora de jogo. Quando adquirimos a família de propriedades Caesars Entertainment, essa receita de ‘non-gaming’ – estadias em hotéis, restaurantes de luxo, diversão e compras — tornou-se uma porção significativa de nosso negócio. O Caesars Palace tem uma forte receita com jogos de um número relativamente pequeno de jogadores VIP, mas muitos consumidores vêm a Vegas para diversão que não envolve jogo. Nós podemos agora estimular o uso de seus cartões Total Rewards, para estadias no Caesars Palace, idas ao spa e em nossos shows e ainda receber todos os benefícios de nosso programa de fidelidade. Atualmente, 2.1 bilhões de dólares de nossa receita vêm de outras atividades que não jogo — e queremos o quadro completo dos relacionamentos com esse clientes também de forma que possamos customizar as ofertas de marketing e as interações de serviços.

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Os prazeres do Pontilhismo – a experiência do Harrah’s

Como o Harrah’s Entertainment traduz dados dos pontos em conhecimento sobre consumidores

Este texto veio em um Colloquy do ano passado – setembro, para ser exato – e separei-o para traduzir e publicar, mas ficou de lado até agora. Mas acho que vale a pena. Ele foui escrito por David Norton, Senior Vice President e Chief Marketing Officer do Harrah’s Entertainment, uma importante rede de cassinos americana:

Pontilhismo é um estilo de pintura no qual o artista utiliza apenas pontos em cores primárias sobre a tela. Olhando de perto, você verá apenas os pontos um ao lado do outro. Mas dê um passo para atrás e subitamente você consegue enxergar o quadro Tarde de Domingo em La Grande Jatte, de Georges-Pierre Seurat.
A análise de dados comportamentais e transacionais de consumidores pode sofrer de miopia granular semelhante. Os dados obtidos com a análise dos pontos dos participantes, olhados sem uma perspective geral, não apenas mascara a visão mais ampla como pode cegar você a oportunidades.
Eis um exemplo tirado da história do programa Harrah’s Total Rewards. Quando eu entrei na empresa, em 1998, chamávamos VIPs aqueles clientes que jogavam 400 dólares ou mais em uma determinada visita e lhe dávamos tratamento preferencial. Mas um cliente que jogava 402 dólares em uma visita, disparando o tratamento vip, podia jogar apenas 398 dólares em uma visita subseqüente e não recebia o mesmo tratamento. Esse sistema criava confusão entre os clientes e talvez até ressentimento.
Mais importante ainda, clientes que jogavam apenas 50 dólares por dia, mas nos visitava 50 vezes por ano, não recebia nenhum serviço diferenciado. Eles esperavam em longas filas no bufê e nos shows. Não tinham direito a uma bebida ou um lanche no espaço de descompressão. Nada. Ou seja, enquanto olhávamos para os pontos e os dados de centenas de clientes simplesmente não enxergávamos o quadro inteiro. Assim, em 1999, demos um passo atrás e procuramos olhar mais amplamente o relacionamento com nossos clientes. Começamos a recompensar o valor anual para mostrar nosso apreço pelos clientes freqüentes e para encontrar outros como eles.

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Aplicativos para smartphones, ferramentas de fidelidade

Recentemente, a Apple lançou uma campanha com o tema “There’s An App for That”, ou seja, “Existe um aplicativo para isso”. Mais do que uma promessa, parece ser uma declaração de status quo, pois de repente a gente encontra aplicativo de tudo que é tipo para iPhone, Android, BlackBerry, etc.

Tem muita coisa boba – entre os campeões de audiência, por exemplo, tem um isqueiro virtual e o Super Duper Cow Bell, que é um badalo virtual (é exatamente isso que você leu, a imagem de um badalo que badala quando você passa a mão na frente!). Mas tem aplicativos muito úteis. Entre eles, alguns aplicativos bem práticos desenvolvidos por cadeias de hotéis internacionais como Starwood, Hilton, Omni e Four Seasons. Eles vão desde reservas online e atualizações dos programas de fidelidade até acesso aos serviços de concierge e check-in remotos. Os hotéis estão apostando nos aplicativos para facilitar a vida dos clientes – e fidelizá-los. O Hilton, principalmente, está confiante na ferramenta, pois contabilizou um aumento de até 400% no acesso ao seu site móbile.

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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

45,5 milhões de brasileiros compartilham conteúdo online

(A matéria saiu em outros sites, mas escolhi reproduzir o Adnews.)

A F/Nazca com o apoio do Datafolha realizou um levantamento sobre a internet no Brasil. Segundo a pesquisa, 51% dos internautas têm o hábito de publicar na rede conteúdos feitos por eles próprios, 69%, isto é, 45,5 milhões de brasileiros costumam compartilhar on-line.

Os meios mais acessados são o Orkut, adotado por 54% dos internautas, seguido do MSN, com 45%, e do e-mail, com 41%. Os conteúdos mais compartilhados são fotos, trocadas por 49% dos usuários, seguidas de textos e vídeos, ambos com 30%.

O brasileiro se destaca pela sua assiduidade à web: 86% dos 66 milhões de internautas identificados pelo estudo entram na rede pelo menos uma vez por semana e 37% navegam todos os dias.

Ainda de acordo com o levantamento, na região sul, apenas 36% dos internautas publicam e 55% compartilham conteúdo na internet. Já no Nordeste, região com menor renda per capita do País, os números sobem para 57% e 77%, respectivamente. A colaboração reflete outra discrepância regional. Entre os nordestinos, 21% já enviaram algum conteúdo de sua autoria para veículos de comunicação, ao passo que no Sul a prática cai para 14%.

A F/Nazca realiza a pesquisa sobre internet desde o início de 2007. No levantamento de agosto deste ano, foram feitas 2.344 entrevistas em todo o País. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%. O desenho amostral foi elaborado com base em informações do Censo 2000 e estimativas de 2008 do IBGE.

sábado, 2 de janeiro de 2010

10 dicas para de como usar o LinkedIn para gerar leads

Brian Carroll, para MarketingProfs:

"Você precisa repensar a maneira que você usar o LinkedIn. Sem que alguns de nós sequer notássemos, a rede evoluiu para uma útil ferramenta de lead-generation para profissionais de marketing e de vendas que estão buscando construir relacionamentos com prospects.
Mas se você está procurando uma fonte fácil, não vai encontrá-la aqui. Depois de usar o LinkedIn para construir meus próprios grupos de discussão, descobri que usá-lo como um gerador de leads pode ser um processo simples – desde que você esteja disposto a investir tempo compartilhando seu expertise e sua capacidade de liderança.
Aqui estão algumas maneiras de aproveitar o que o LinkedIn tem de melhor como gerador de leads.

1.Crie um perfil que transforme você em uma marca
Seu perfil deve ser bem atraente. O título automaticamente mostrará seu último emprego, a não ser que você altere isso manualmente.
O especialista em marcas pessoais, Dan Schwabel, sugere que você se apresente em relação ao emprego que você deseja, não o emprego em que você está. Por exemplo, se você é um especialista de marketing da Toyota, reescreva o título para que apareça “especialista em internet-marketing para empresas listadas no Fortune 500”.
Schawbel sugere também que, no seu perfil, você inclua palavras-chave que headhunters ou quem usar o LinkedIn como uma ferramenta de busca de talentos estejam procurando. Peça recomendações de clients e colegas. O que outros dizem sobre você é importante para ajudá-lo a se estabelecer como especialista em seu campo de atuação. Escreva frequentemente recomendações para pessoas que você pode recomendar inteira e sinceramente.
Não tenha medo de atualizar seu status tão frequentemente quanto necessário. As pessoas em seu grupo estão interessadas em seus novos projetos e em suas realizações profissionais.

2. Conecte-se e reconecte-se
Comece conectando-se com seus contatos atuais e antigos, concentrando-se naqueles relacionamentos baseados em confiança.
É fácil conduzir uma busca no LinkedIn para encontrar pessoas de quem você perdeu contato. Essas pessoas querem ajudar você tanto quanto você as quer ajudar. Muitas pessoas têm obtido leads de antigos contatos revividos através do LinkedIn. Aceite todos os convites que façam sentido.
Quando você receber um novo cartão de visitas, procure ver se a pessoa está no LinkedIn e convide-a para se conectar com você. Se você é um usuário novo da rede, você pode importar seus contatos do Window Live, Hotmail, Gmail, Yahoo, etc. Inclua sua URL do LinkedIn na sua assinatura de email e em seu currículo, em seu blog, seu website, seu cartão de visita... Assim, as pessoas poderão se conectar com você mais facilmente.

3. Aproxime-se de ex-clientes
Você pode rastrear o que seus ex-clientes fizeram desde a última vez que você os viu – sem que isso pareça grosseiro. Assim, ao contactar um ex-cliente, em vez de enviar uma mensagem qualquer, faça um comentário positivo sobre as realizações dele e faça perguntas sobre os novos projetos.

4. Inscreva-se no grupos do LinkedIn nos quais seus clientes/consumidores participam
Grupos podem ser muito poderosos para sua marca. Use a busca avançada (Advanced Search) para encontrar pessoas interessadas na sua atividade. Através das conversações desses grupos, você pode aprender muito sobre a sua indústria, adquirir insights que vão lhe ajudar a se conectar melhor.

5. Confira os perfis individuais
Descubra se seus prospects têm blogs. Saiba quais eventos eles estão indo e até os livros que estão lendo. Essa é a beleza do LinkedIn: quantas outras fontes dirão a você onde os executivos dos seus prospects trabalhavam antes?

6. Use a informação para transformar uma ligação fria em uma quente
Uma apresentação recebida via LinkedIn é muito mais calorosa do que uma ligação telefônica do nada, porque vem uma dose de confiança. Você não é um estranho tentando vender alguma coisa, mas chega com uma recomendação de uma pessoa com quem o destinatário está conectado, ou que compartilha com você de um grupo profissional.
Ainda que você não consiga um caminho para se conectar com a pessoa desejada, enviar uma mensagem direta via LinkedIn é melhor do que enviar um email frio, porque LinkedIn implica em um contexto de negócios.Assim, ao rever seus prospects, leia seus perfis, descubra seus interesses e determine se você tem algo em comum com eles para aquecer suas mensagens.

7. Publique conteúdo relevante nos grupos
Comece a construir sua credibilidade nos grupos ao compartilhar conteúdo relevante, incluindo posts de blogs, links para artigos que você escreveu, artigos que citam você e notícias sobre eventos e seminários. Perceba a dinâmica dos grupos e não tente dominar a conversação. Seus materiais devem ser um recurso útil e não um discurso de venda. Coloque suas apresentações no SlideShare. Adicione livros na prateleira de indicações da Amazon. Se você tem um blog, Schawbel sugere que você use o Blog Link, que conecta o seu blog com o seu perfil no LinkedIn.

8. Responda perguntas
Muitos membros do grupo usam LinkedIn como um fórum de discussões e você pode encontrar muitas perguntas publicadas em um determinado dia. Dedique um tempo diário para responder e publicar essas respostas. Responder perguntas pode demonstrar seu expertise e sua paixão pelo assunto. Se você puder responde a uma pergunta de um líder de uma empresa com que você gostaria de fazer negócios, dedique um tempo para preparar uma resposta detalhada, com real valor. Você nunca vai saber que estará lendo a informação. Muitos participantes conseguiram negócios importantes graças ao expertise que levaram a uma discussão. Visite LinkedIn Answers.

9. Crie seu próprio LinkedIn group, e compartilhe conteúdo relevante
Começar seu próprio grupo lhe dá controle sobre o conteúdo e o alcance. Você pode escolher abrir o grupo apenas para pessoas que você conhece ou a uma audiência maior, por exemplo. A meta é envolver sua audiência e alavancar sua liderança para fazer a diferença entre os participantes.
LinkedIn oferece tips for consultants que querem usar o canal para construir seus negócios, demonstrar áreas de expertise e alavancar suas redes. (Confira o B2B Lead Generation Roundtable Group, criado pelo Brian e que procura compartilhar idéias sobre geração de leads B2B – alimentando leads, gerenciando leads, prospectando por telefone, etc. – FG)

10. Quando tiver notícias importantes em seu negócios – como o lançamento de um grande produto ou uma joint venture, por exempo — atualize seu perfil LinkedIn e assim notificará seus contatos"

Vamos continuar de olho, acompanhando as análises do Brian e de outros experts e trazendo-as para vocês. Vai ser sem dúvida um ano interessante nesse campo. Assim, como em outros. Aproveitem esses dias parados e dêem uma olhada no meu outro blog – blogclientesa.clientesa.com.br/marketingderelacionamento. Eu comecei o ano com uma matéria sobre os movimentos estratégicos do Google.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Novo sistema de segurança nas estradas - e de relacionamento



A dica veio em um twitter que sigo: Transparentius é um novo sistema de segurança para estradas criado por um estúdio de design gráfico e industrial da Rússia. Um verdadeiro ovo de colombo, que pode muito bem ser aproveitado por empresas de transportes como ferramenta de branding e marketing de relacionamento. Imagine-se dirigindo na Regis Bittencourt (São Paulo - Curitiba), ou na Fernão Dias (São Paulo - Belo Horizonte), ou em qualquer outra estrada da morte que se multiplicam pelo Brasil. Um caminhão pela frente é, atualmente, sinônimo de horas perdidas e de um risco de vida real. Os sentimentos em relação ao motorista e à empresa de transportes não são exatamente positivos. A não ser que você possa ver "através" do caminhão, sabendo exatamente o momento seguro de ultrapassar. Saiba mais lendo a matéria de Época Negócios.